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14 de Abril, 2026
8 min

Custódia de ativos virtuais no Brasil: o que o regulador espera de uma operação séria

Por que a custódia de criptoativos é tratada como tema jurídico e operacional de alta sensibilidade, a distinção entre segurança tecnológica e governança corporativa e como a gestão de riscos define a perenidade da operação.

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Neste artigo, você vai entender por que a custódia de criptoativos é tratada como um tema jurídico e operacional de alta sensibilidade, a distinção fundamental entre segurança tecnológica e governança corporativa e como a gestão de riscos e incidentes define a perenidade de uma operação perante o Banco Central.

A custódia de ativos virtuais em 2026 deixou de ser um desafio meramente tecnológico para se tornar o núcleo da responsabilidade fiduciária das Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais. Para o regulador brasileiro, a guarda de chaves privadas não é apenas um serviço acessório, mas uma atividade que exige garantias rigorosas de integridade e disponibilidade.

"Na custódia institucional, a tecnologia protege a chave, mas a governança protege o patrimônio e a reputação da empresa."

Segurança tecnológica ≠ Governança de custódia

Existe uma distinção fundamental que o mercado institucional muitas vezes ignora: segurança tecnológica não é sinônimo de governança de custódia. Ter protocolos de ponta como computação multipartidária ou módulos de segurança de hardware é essencial, mas insuficiente se não houver um rito de decisão institucional. O regulador avalia quem possui autoridade para assinar transações, como são gerenciados os acessos em casos de emergência e se existem ritos de aprovação múltipla que impeçam que um único colaborador comprometa todo o sistema.

Segurança Tecnológica

  • • Computação multipartidária (MPC)
  • • Módulos de segurança de hardware (HSM)
  • • Criptografia avançada de chaves
  • • Auditorias de penetração

Governança de Custódia

  • • Ritos de aprovação múltipla
  • • Planos de recuperação de desastres
  • • Sucessão administrativa documentada
  • • Relatórios de Prova de Reservas

Custodiantes terceirizados e responsabilidade

Quando a PSAV opta pela contratação de um prestador de custódia terceirizado, a responsabilidade perante o cliente final e o Banco Central permanece integralmente com a instituição brasileira autorizada. O uso de custodiantes globais não exime a empresa local de manter a visibilidade total sobre os ativos e de garantir que os dados e as chaves possam ser acessados conforme as exigências da autoridade supervisora brasileira.

FAQ

O que o Banco Central exige sobre a custódia de cripto?

O regulador exige segregação patrimonial absoluta, governança rigorosa sobre o acesso às chaves privadas, planos de contingência para incidentes e auditorias frequentes de prova de reservas.

Uma VASP pode usar um custodiante estrangeiro?

Sim, desde que a responsabilidade final e a visibilidade dos ativos permaneçam com a empresa autorizada no Brasil e que o terceiro atenda aos padrões de segurança e compliance exigidos pelo Banco Central.

Entenda quais pontos de custódia precisam ser tratados antes da escala

A robustez da custódia é o que permite ao investidor institucional entrar no mercado com segurança. Organize esses fluxos antes de escalar.

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